Archive for the ‘Mulherzice’ Category

Mulheres, piadas e algumas constatações

03/10/2009

daniJuro que tento ser uma pessoa séria e falar de coisas importantes, tipo o que penso sobre um filme, as Olimpíadas no Rio ou a obra de arte na era da reprodutibilidade técnica. Mas aí me lembro que a coisa que mais gosto no meu trabalho (e no que eu penso em fazer por aí, em geral) é justamente conversar com um monte de gente diferente, ouvir histórias, prestar atenção no que os outros dizem – e não dar minha opinião as a statement, saca?

Daí que outro dia estava justamente pensando nisso quando calhei de entrevistar Dani Calabresa (se quiser ler e dar cinco estrelinhas pra repórti, clique aqui). Adorei a moça. Primeiro por uma questão de identificação. “Garota alvo de gozação nos tempos de escola cresce, aparece e vira a melhor amiga dos meninos (e dos gays) da turma, além de namorar o cara mais engraçado da galera” também poderia ser um resumo rápido (um dos 5672 possíveis) da minha vida. Segundo porque ela tem uma coisa que eu tenho também, e que boa parte das mulheres engraçadas que conheço têm: humor auto-depreciativo. Achei interessante quando ela comentou que homem não costuma fazer piada sobre si mesmo, fisicamente e visualmente falando. “Quando dizem que sou Calabresa porque sou grande, redonda e dou pra oito, mando logo ‘tá maluco? Onde que existem oito caras querendo me comer?'”, disse Dani, na entrevista.

Tem quem ache isso meio estranho, mas eu acho bem válido. Saber fazer graça de si mesmo (e sem derrubar a sua auto-estima junto, porque tem gente que não sustenta a piada) é fundamental. Se eu estou acima do peso, NÃO TEM COMO fingir que não estou vendo. Se meu cabelo está estranho, NÃO TEM COMO ignorar. Se eu repito padrões de comportamento (por exemplo, mentir ao celular quando me perguntam se estou chegando – eu nunca estou, mas sempre digo que chego em 10 minutos), NÃO TEM COMO não reparar. Espelho e noção estão aí pra isso. Então antes que outro faça a piada e leve o mérito, prefiro eu mesma fazê-la. Não tem pessoa melhor pra falar mal de mim e me zoar do que eu mesma (talvez um ou dois amigos, mas por serem mais rápidos no gatilho). E se os outros acharem engraçado, melhor ainda.

Daí que outro dia fui entrevistar a Chelsea Handler, apresentadora do E! e autora de um dos livros mais engraçados que li ultimamente (juro que vou comentar depois), e ela enveredou pelo mesmo caminho. A matéria ainda vai sair, mas achei digno ela mesma dizer “não pegaria o fulano, e olha que eu pego qualquer um mesmo”. É de uma franqueza absurda, sabe? Taí, acho que na real esse humor auto-depreciativo feminino está mais para um humor de verdade mesmo. Say it loud, sistas.

Lily Allen no Rio – breves comentários

18/09/2009

O sono é grande, mas o fogo no rabo para comentar também. Rapidinho, colado de email enviado para a lista, e amanhã edito esta bagaça.

“Eu tava na cara do palco e não reparei (na beiradinha do absorvente aparecendo na calcinha na hora de um chão-chão-chão improvisado), mas amiga Maria Olívia saiu gritando que viu.  Quero provas em vídeo.

Comentário 1: Lily Allen saiu da praia direto pro show? Tava com kit vestido micro, transparente e cafona + caipirinha + canga de bandeira do Brasil enrolada no pescoço, gringa feelings total. Depois meteu mesmo figurino de SP. Ficou de tênis o tempo todo. Louca da bucs total.

Comentário 2: Acho essa mulher sensacional, adoro a bagaceirice dela e boa parte das músicas. Mas é no mínimo PITORESCO que o auge do show tenha sido com a música da Britney Spears. Morri.

Comentário 3: Meia noite e eu já estava em casa comendo meu Doritos de 100g comprado a R$ 3 (na Arena o pacotinho de 50g custava R$ 5!)

Utilidade pública feminina na Cidade Nova, parte I

01/09/2009

Trabalhar no Centro é superbacana, né? A resposta é sim, se você, amiga dona de casa, está ali bem instalada nas cercanias da Rio Branco, com Livraria da Travessa pertinho, um Rei do Mate a cada esquina… Quero ver é trabalhar na Cidade Nova, vulgo Twilight Zone, onde até a papelaria Caçula fez o favor de empacotar suas coisinhas e se mudar para, creia, São Cristóvão.
Pois é. Aí a senhora tá ali, nas cercanias da Mem de Sá e da Riachuelo, pensando que pena que não vai dar tempo de fazer a unha, mas que saco que sua blusa rasgou debaixo do preço, e que vontade de comer um galetinho, hein?
PENSAVA, minha senhora, pensava. Depois de mais de cinco anos trabalhando nesta aprazível região da cidade, segue uma listinha do que algum dia ainda será necessário em sua vida.

Unhas e cabelos e afins – Logo ali, na Avenida Nossa Senhora de Fátima, existe uma filial do nacionalmente conhecido Instituto Embelleze. Dica: marcando hora pé e mão saem a R$ 15. Sem marcar é mais barato – vai que dá. No fim do ano eles costumam abrir até as 22h. Dá pra retocar o Glamour Pink e se jogar na Lapa rapidinho. Outra opção é o novíssimo eeerrr… Esqueci o nome Souza! Ali na Rua de Santana, em frente às Sendas. Tem erro não, miguxa. Corre lá na hora do almoço que dá tempo! Mão a R$ 9. Achei digno. Serviço rápido e barato. Já na Rua do Riachuelo 217, se a senhorita tiver necessidade de um serviço ágil, quase uma linha de produção fordista, há um Pello Menos que pode salvá-la na saída de um plantão ensolarado – sempre existe uma amiga desocupada que liga dizendo “sábado e você trabalhando? Tô na praia, querida, chegaê!”. Falta de vontade pode até ser desculpa, mas de depilação perto da firma não mais. Não é o ideal, mas RESOLVE.

Rasguei minha blusa, e agora? – Não é o ideal mas RESOLVE parte II: do lado da Pello Menos há uma Citycol. Eu sei, gata, você não gosta de Citycol, mas vai por mim: antes vestir uma blusinha de R$ 9 do que ostentar um rasgadão debaixo do braço, descendo pelo seu corpinho, o resto do dia.
Como eu sei? Been there, done that.

Já volto já com a parte II.