Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Lívia, maquiadora e travesti

11/09/2009


PRECISO confessar que AMO “Ídolos”. Desde a temporada passada. Acho Calainho, Marco Camargo e Paula Lima sensacionais e MIACABO com os passa-foras que os dois jurados dão. Nesta segunda temporada, eu já tenho minha candidata preferida. Lívia, travesti e maquiadora. Ela cantou Bethânia e Calainho se arrepiou (palavras dele). Aqui de casa vi e fiquei “uau, canta muito”. Daí vem a revelação: Lívia é travesti.
SENSACIONAL, Bial (ele é tipo meu amigo imaginário, sabe? Herança da cobertura do BBB). Não vou spoilar como Lívia vai se sair na fase do teatro, apesar de estar me coçando pra isso. Fuçando na internet achei uma entrevista da moça a um jornal de Fortaleza, olha aqui. “Eu era uma espécie de Severino do salão”, diz Lívia. “Quando eu era criança odiava Bethânia”. Olha, sei de gente que odeia até hoje. “Comecei a tomar hormônio feminino com 12 anos, mas virei travesti com 14”. Bom, vejam o vídeo, vou contar tudo não.

Lívia, amiga, a gente te ama. Vem aqui no Rio, vem.

A listinha sem fim de músicas do Nick e da Norah

11/09/2009


A amiga bagaceira, a gostosinha nojentinha, o indie gatinho e vilipendiado, o amigo gay, a gatinha-que-não-se-acha-gatinha-mas-que-é-toda-certinha: tá tudo lá em “Nick e Norah: uma noite de amor e música”, filme que saiu, claro, direto em DVD por aqui. O livro, que saiu ano passado pelo Galera Record (selo jovem e muito bem executado da Record), já era uma fofura. Referências, referências, referências: sou viciada nisso. E o livro já era cheio delas.
Vi o filme com um certo atraso, mas ainda vale comentar. Galera por aí tem implicância com clichê. Oi, clichê é bom quando é bem feito. E aí a gente volta pro começo desse post: a amiga bagaceira, a gostosinha nojentinha, etc etc etc, que existem aos borbotões por aí são TOTALMENTE verossímeis no filme. Para quem não viu: Nick (Michael Cera, que é ótimo e uma graça, mas que faz papel de Michael Cera, mal aí) toca numa banda e grava pencas de CDs para a namorada, Tris. Ah, sim: isso mesmo depois de um belíssimo pé na bunda. E quem poderia culpá-lo, néam. Exceto pelo fato da menina ser um clone mal rascunhado das gêmeas Olsen, mas oquei, ainda bem que gosto não se discute.
Vou tentar resumir e me segurar para não contar a história nas minhas palavras (amo muito uma sinopse). Nick esbarra com Norah (Kat Dennings, mais bonita na tela do que em fotos) e rola um clima e coisa e tal. Nesse meio tempo, tem um show secreto da melhor banda de todos os tempos da última semana, a pinguça sai vagando por aí, e a galere toda tenta encontrar as duas coisas (a apresentação da tal banda e a maluca trêbada). Bom, até aí tudo bem, “comédia romântica adolescente”, você já meteria o carimbo. Não é bem por aí. É coisa de gente normal, saca? Sem piadas sexistas ou escatológicas. É filme de gente que sofre com pé na bunda, gente que resolve correr atrás do ex só porque está com ciuminho, gente que enche a cara e vomita em locais impróprios. E eu nunca tinha ouvido falar do diretor, Peter Solett – me processem, meu sobrenome ainda não é Google, apesar da memória de paquiderme.

Contrariando minha condição de repórti, deixei o lead pro final. A trilha sonora é o que há. Nem tinha como ser diferente. No original, o filme é “Nick and Norah’s infinite playlist”. MAS É CLARO que tem coisa muito boa ali. Bishop Allen (assistam “Admiração mútua”, passou no Festival do Rio de 2006, e depois voltem aqui), We Are Scientists, Shout Out Louds, Vampire Weekend. Sim: indie feelings, abs. O trailer não faz justiça ao filme, mas vá lá: clica aqui pra uma provinha.